Laban e multidão

abril 27, 2010 at 10:29 am Deixe um comentário

14 – Temas relacionados com o despertar da sensação de grupo

Muitos bailarinos sem uma formação de grupo definida podem deslocar-se como um só corpo. A princípio, perceber-se-á com maior força ao levantar-se ou mergulhar em um conjunto ou precipitar-se de maneira combinada, amontoando-se ao redor de um grupo central e em evoluções parecidas

O contraste consiste nos movimentos individuais realizados numa multidão. O mesmo esforço pode ser realizado pelos indivíduos, mas movendo-se cada um em direções de sua própria escolha. Os diversos esforços que cada um realiza por escolha própria em diferentes direções ou segundo figuras pessoalmente escolhidas conduzem a agrupamentos que se devem manter durante um breve espaço de tempo numa posição definida. A repetição exata destas improvisações grupais enriquece a imaginação e fortalece a memória do movimento.

A observação de um grupo por outro é útil para o desenvolvimento de uma sensação de plasticidade no movimento grupal e para o discernimento consciente da coordenação do grupo.

Um grupo de bailarinos pode responder aos movimentos de outro grupo. A repetição desses movimentos opostos, enquanto se mantenham as proporções espaciais e as distâncias exatas entre os indivíduos, favorece a adaptação sensitiva aos movimentos dos demais e constitui uma excelente preparação para a realização de danças com sensibilidade grupal.

15 – Temas relacionados com as formações grupais

As formações grupais mais simples – fila e círculo – podem sofrer variações. Uma fila pode se alongar ou se encurtar toda vez que a distância entre os indivíduos aumenta ou diminui. A princípio, os indivíduos deverão realizar juntos os mesmos movimentos, salvo os passos que deverão diferir em extensão e número quando levem à mudança de uma formação.

Uma fila pode encolher-se em uma de suas extermidades ou no centro. Da mesma forma, pode crescer de um extremo a outro ou desde o centro até os dois extremos.

O encolhimento ou a ampliação de um círculo pode efetuar-se ao redor do centro ou até um ponto em seu interior.

Os movimentos e os ritmos que produzem ou acompanham as mudanças têm uma variedade quase infinita.

Uma fila pode correr em linha reta ou curva ou converter-se num círculo, assim como um círculo pode se abrir para formar uma fila.

Pode-se introduzir como variantes os desenhos angulares no solo. Pode-se conseguir qualquer formação que se queira mediante um conjunto preciso de passos e movimentos realizados com diferentes esforços.

Os grupos podem se mover em diferentes níveis, alguns sentados, outros ajoelhados e outros parados. Os agrupamentos podem ser simétricos ou assimétricos.

O trabalho em massa ou de formação pode se alterar em danças e estudos de movimento mais complexos.

Em: LABAN, Rudolf. Dança Educativa Moderna. (trad.) Maria da Conceição Parayba Campos. São Paulo: Ícone, 1990, pp. 46-47.

Selecionado por: Duto Santana

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A poesia do pensamento e prosa da ação

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